quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Ele chegou como quem vem pra ficar pouco tempo, com muito silêncio e versos mudos. Era um mistério, notou. Notou e tão logo se propôs a ser tela, deixando que ele se desvendasse por si. Tantas cores não habituais foram pintadas, tanta poesia antes não escrita preencheu páginas em branco. Foi assim que apareceram. Ele é aquele menino que ela conheceu nos primeiros dias de escola, com o qual dividia o lápis de cor e o lanche. E ele carregava sua mochila, quando estava pesada demais. Carrega. Onde se encontraram? Se (re)conheceram dos sonhos. Já dividiram pesadelos, também. Já se dividiram, mas somam-se muito mais. O pouco tempo, hoje, é infinitude. Ele carrega consigo qualquer coisa que tranquiliza as horas dela. É feito de coração. Cor, ação, olhinhos de cor desmaiada, um sorriso doce, uma palavra exata, uma besteira bem dita pra fazer doer-lhe a barriga de gargalhar. Ela já quis carregá-lo no bolso. Já quis pendurá-lo de cabeça pra baixo, também. Sobre ele, diria todas as palavras mais lindas e sentidas."

Jaya

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