domingo, 19 de setembro de 2010

Vermelho abaixo
Vagaroso, acho
Que a dor é assim,
Dessa cor
Do rubor, da raiva
Mas no fim de tudo
Poesia é só palavra.
O que eu sinto mesmo
Ou o que diz que sente
Ou que pode sentir
Fica quietinho,
Mudo, parado.
Tentando inexistir.
Se não é de palavra
Que essa dor é feita
Melhor que assim não ouço
E a vida então se ajeita
Nem sequer falar eu deveria
Então eu finjo que não disse
Você finge que não leu
Ela finge que já foi
Ou que nunca apareceu.


Débora Paixão, do http://tudoqueficanoar.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Todas as coisas, vez ou outra, fingem, que são ou que não são coisa alguma.

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