sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Prece

 Senhor, já não há palavras em mim. Minha boca se cerrou. Meus olhos agora são deserto, já chorei um oceno inteiro, em mim, de mim. Oceano turbulento e com um céu roxo. Roxo e cinza, são essas, agora, as minhas cores por dentro. Mas assumo - Sei que não posso mais sozinha. O fardo que carrego pesa corpo e alma. Dói em lugares que nem eu mesma sabia que existia. Preciso mesmo é do teu amor. De todo peso dele sobre mim. Pois é a única 'carga' que quanto mais se tem, menos se pesa, mais se eleva. E me leva para bem perto de Ti.

Branna L.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado.
Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos.
Cozinhar é feitiçaria, alquimia.
E comer é ser enfeitiçado.

Rubem Alves

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

+ selinhos...

Êeeeebaaa!!! Mais selinhos pro Jardim ^^
E vieram da Laís, do Entre outras coisas...
Obrigaada, Flor!





Lindos, não são!?

Bem, a regrinha é falar de mim em 17 tópicos e repassar.
Então vamos lá...

1. Apaixonada por fotografia, decoração e design.
2. Adoro bolo de cenoura com cobertura de chocolate quente (musiquinha do cocoricó. uhuhu)
3. Ando numa fase turquesa. Quero todos os móveis dessa cor.
4. Quando encafifo de fazer alguma coisa, dificilmente me convencem do contrário.
5. Adoro Rubem Alves, Guimarães Rosa e Manoel de Barros.
6. Tímida.
7. Estudante de engenharia ¬¬'
8. Unhas sempre coloridas.
9. Mania de lavar as mãos toda hora.
10. Vivo de chapinha. hauhua
11. Míope.
12. Fã de House M.D. e Chuck.
13. Não vivo sem minha irmã.
14. Exagerada, mas só às vezes --'
15. Medo de trovão.
16. Tô sempre com a mesma correntinha.
17. Ainda vou plantar um jardim... além deste virtual.


Repasso pros seguintes blogs:


bjs ;)**

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Nunca estudei fotografia. Encafifo de estudar toda vez que olho para a câmera, e não consigo decifrá-la, esfinge. Mas também tem outra coisa. Inveja. Tenho inveja de quem viu aquilo, quando aquilo é bonito. Quero ir lá ver. Pegar com a mão. E fotografar, pra dizer que eu vi também, dessa forma. Ou de outra. Eu tenho inveja de lonjuras, sempre tive."




Vivianne Pontes, do D♥.
Não quero adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.


Oscar Wilde

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Porque eu só preciso de pés livres,
de mãos dadas
e de olhos bem abertos.


Guimarães Rosa


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Destinada a uma desconhecida

Destinada a uma desconhecida



Poucas vezes pude dizer o que hoje digo: Essa noite sonhei.

Por um momento me alegro ao relembrar seu rosto de anjo, e seus olhos pequenos que me podem ver inteiro.
Mas também sofro, quando vejo tão pequenos olhos perdendo a luz, e aos poucos cada parte abandonando a alma, e caindo sobre a grama e orvalho.
Tudo tão lúdico e tão vivo, mas ao mesmo tempo morto e triste.
Sentia pelo silêncio, ao mesmo tempo em que desejava não mais acordar da morte, e tocar meus lábios nos teus, me surpreendendo ao não encontrar mais hálito.
Com isso acordo – e deixemos claro que queria acordar em um grito, para tirar até os deuses de suas moradas, para ter em refugio algo que me suportasse, e em beleza algo que se equipara a ti.
Porém acordei calado, e não via nada. Nem anjos, nem deuses, nem demônios. Era só eu e o silêncio, envolvido pelo sonho fúnebre.
Queria encontrar palavra mais certa para descrever o que senti. Me vem várias incertas.
Entre elas: a lágrima, o sal e o vazio.
Poderia agüentar de novo toda a lágrima, e igualmente todo o sal. Mas definitivamente enlouqueceria se outra vez sentisse aquele vazio. Era como se meus órgãos não mais existissem, como se fosse um vulto, na noite fria, sem vida e sem forma.
E por mais que me lembrasse que era só um sonho, me lembrava do sonho e caía novamente em delírio.
Podia ver os olhos perdendo a vida, a cor abandonando tua boca e teu corpo pouco a pouco perdendo o equilíbrio, bailando no ar, como mais pura seda que se entrega ao vento.
Àquela altura da madrugada já não sabia se me levantava e buscava o juízo ou se voltava a dormir e revia minha insanidade particular.
Sim, pois sonhava sozinho, e mesmo contigo morta, foi a primeira e também ultima vez que te tive em meus braços


Thiago Almeida, d'O Filho do Vento.


**
Da terrinha também ^^

domingo, 6 de fevereiro de 2011

"Sorria! Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina. Mas sorria com a alma, não apenas com os lábios."

Lea Waider

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"A culpa minha, maior, é meu costume de curiosidade de coração. Isso de estimar os outros, muito ligeiro, defeito esse que me entorpece. Sofrimento passado é glória, é sal em cinzas. O que existe da alma é a reza... quando estou rezando, estou fora de sugidade, à par de toda loucura."

João Guimarães Rosa