sábado, 15 de setembro de 2012


Não jogo cartas fora, todas as fotos continuam intactas. E, se quiser saber, na vitrola ainda está aquele blues. Eu ainda danço e cantarolo ele de cor.
Eu sei, não consigo seguir a Filosofia do Desapego, mas entenda: tudo aquilo é memória - pedaços de mim.
É tão bom olhar pra trás e rever tudo - sem dor, sem culpa - e até mesmo perceber uma leve pitada de ironia-da-vida.
É como assistir um filme de mim mesma. O engraçado é que, apesar de tê-lo vivido, eu sempre descubro um novo brilho no olhar, ou um sorriso que me passou desapercebido.
Só não descubro você lá.
Ao menos não o 'você' que eu vivi.
Mas, sabe, é bom esse sentimento.
Há uma paz nisto tudo que talvez só eu entenda. 
Enfim, livre. 
Rever a cicatriz e não sentir dor, nem raiva, nem pena.
Não sentir, simplesmente.
Penso que talvez seja esse meu mais puro lado. Aquele que você não viu ao virar o disco de blues.

Branna L.


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