quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um poema pousou na minha mão

Como uma pena

Dengosa e pequena

Guiada pelas mãos ternas

De uma brisa suave


Rodopiou, o poema

Fez firula no ar

Velocidade ventou

- o poema veio pousar na minha mão

Abri sorriso bobo

Olhei

Olhei

Olhei

Poema não se moveu

Era belo

Era leve

Acalentava a alma

Vê-lo assim, pousado na mão

Tão belo que, confesso

Quis prendê-lo no papel

Para mostrá-lo a vocês

Mas o poema, que coisa,

Pegou carona na próxima brisa

Restou mão vazia

Papel em branco

(onde fiz esses rabiscos)

E a visão do poema sumindo

Nas asas do infinito.




Carlos Cruz, do 
http://experimentandome.blogspot.com.br/

2 comentários:

  1. Já posso me sentir de ter sido citado aqui? rs
    Beijo, moça!

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    Respostas
    1. Já te disse, Carlitos: este poema é lindo!
      Foi honra pra mim tê-lo postado aqui.
      Falando nisto... posso postar outros também? hehehhe

      Excluir

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